Paraíba - 16-12-2017 17:37:31

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Chefe da PF diz que policiais não podem ‘perder direitos’ na reforma da Previdência

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recebeu na residência oficial nesta terça-feira (28) deputados da base governista e o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, em um café da manhã para falar sobre reforma da Previdência.

Maia tem sido um dos principais negociadores políticos na tentativa de viabilizar a votação da reforma na Câmara. Por se tratar de uma emenda à Constituição, o governo precisa dos votos de 308 dos 513 deputados, número considerado até por governistas como ainda distante. O governo fez uma versão mais enxuta do texto para buscar mais apoio.

Ao sair do encontro, Segovia disse a jornalistas que conversou com Maia sobre as regras previdenciárias para policias, em especial da Polícia Federal. Segundo ele, a categoria não pode “perder direitos”.

No início da tramitação da reforma, no primeiro semestre, a idade minínima para policiais era 65 anos, mas o relator na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), mudou o limite para 60 anos após protestos de entidades ligadas à categoria. Por fim, diminuiu para 55, na versão mais enxuta.

“Estamos negociando qual será a regra para os policias, porque a gente não pode perder os direitos que hoje existem dentro desse regramento. Estamos trabalhando. Há no Congresso essa proposta de 55 anos para o policial. Então, a gente está negociando hoje com o Congresso Nacional qual vai ser a regra para o policial no Brasil”, afirmou Segovia depois do encontro.

Segundo o diretor da PF, os policiais “sofrem bastante” ao longo da carreira. Ele citou ainda que aa polícias, no momento por que passa o país, exercem papel fundamental no combate à corrupção e em ações de segurança pública.

“Hoje estamos discutindo diante da proposta do Congresso Nacional quais seriam os anseios da categoria dos policiais no Brasil, especialmente da Polícia Federal. A gente está lutando pelo nosso direito, a aposentadoria. O policial ao longo da carreira sofre bastante, a gente vê os policiais mortos no combate, a dificuldade da segurança pública no país. Então, perder direitos neste momento seria péssimo para o policial, que hoje enfrenta a corrupção, enfrenta diversos problemas no país”, afirmou Segóvia.

Também estavam presentes no café da manhã o relator da proposta, além de outros parlamentares da base governista e economistas de uma empresa de consultoria.

G1

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